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Piratacast 49 – Mercado de Trabalho

27 / maio / 2013
Papagaio Pablito


Piratacast 49 - Mercado de TrabalhoNeste mês do trabalho (ou do trabalhador) a equipe do Piratacast, leia-se Maycon (mais conhecido como @jabour_rio), Iskilo (@Pabloesmuniz), Junior (@junior_cq) e Cleverson (@cleverson), trouxeram os ~entendedores~ de profissões Bóris Deprê (@BorisDepre) do Aspirante Profissional e o Almighty (@almightypro) do Podtrash e Profissional de Bermuda para debater sobre as dificuldades, lamúrias e curiosidades da busca por emprego e do mercado de trabalho.

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MURAL DOS PIRATAS

Opine ou conte-nos alguma experiência pessoal relacionada ao tema no espaço de comentários abaixo ou envie um e-mail para o piratacast@piratacast.com que comentaremos no próximo PAPO PIRATA, o nosso podcast de feedback.

 

EDIÇÃO e TRILHA SONORA: Jabour_rio (@jabour_rio)

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Categoria(s): Piratacast

32 marujos comentaram até agora...

  1. Danilo Luiz disse:

    Olá marujada do bem!

    Gostei muito do tema. E vou fazer um comentário sem ter ouvido. A começar pelos participantes, embora eu nunca tenha ouvido o podcast do Almighty, sei que assim como o Aspiracast tinha o foco em apresentar profissões. Logo, só os participantes chamados foram excelentes e são entendedores do assunto.

    Hoje abri o Facebook e vi de cara, antes de qualquer outro post, vi o link deste Piratacast. Foi até engraçado considerando o clima que estou. Fazem duas semanas que estou desempregado. Como sabem fiquei ano passado inteiro (2012) desempregado. O que fiz? Estudei e tirei certificações. O que adiantou? Nada. Atualmente estou sem ânimo para ver as vagas e salários que estão oferecendo.

    Toda essa cultura brasileira de impostos e reservas impactam negativamente no mercado. Há países que a sua aposentadoria é sua, você contribui na sua conta, você recebe da sua conta de aposentadoria, o que é justo. No Brasil a conta é de todo mundo e como o Brasil é o país do jeitinho preguiçoso safado lazarento vagabundo, ocorrem fraudes.

    No entanto não é só a aposentadoria que impacta negativamente. Toda essa babozeira de 13º salário, toda essa babozeira de FGTS, todo salário do funcionário fantasma que é o governo, diminuem a flexibilidade das empresas. O governo é um funcionário fantasma sanguessuga. O governo não trabalha para as empresas, mas está lá, recebendo não só os impostos como um salário. Depois vou ver se corro atrás de uns vídeos para exemplificar.

    Eu não acho que deveria existir 13º salário, nem FGTS, nem aposentadoria, nem rescisão. Como já falei muitas vezes, acho que a gente tem que colher o que planta. Se as pessoas não sabem pensar no futuro, se se comportam feito cigarras, azar o delas. Do contrário o país fica nesse parasitismo de bolsa família, cotas para seres humanos de igual capacidade, etc etc.

    Todas essas reservas diminuem a flexibilidade das empresas. Quando uma empresa contrata alguém, gasta uma puta grana, quando demite, lá vai mais uma puta grana de rescisão. Isso faz com que empresas fiquem com funcionários medíocres, pois preferem que eles produzam pouco, do que mandar embora e gastar uma puta grana com rescisão. Sem falar no trabalho que envolve contratar uma nova pessoa.

    Tem também o danado do imposto de renda. Bem, a maioria dos impostos não faz sentido mesmo e esse não poderia deixar de ser também. Como dizia meu pai, dentre outras coisas professor de Matemática Financeira, que o imposto de renda deveria ser aplicado em coisas que geram renda. Salário não é uma fonte de renda, é uma fonte de sustento. Salário é fruto do seu esforço, não é uma ação sua que valorizou, você vendeu e ganhou lucro em cima disso, salário não é lucro, logo, não deveria ter imposto de renda em cima.

  2. Danilo Luiz disse:

    Continuando a falar do Mercado de Trabalho Brasileiro. Desta vez o tópico será a escolaridade. Um dos problemas que vejo no sistema comunista é a falta de meritocracia, no entanto, mesmo vivendo no capitalismo, cada vez mais a meritocracia está em falta. Em tese quem trabalha mais, deveria ganhar mais. Em tese quem estuda mais, deveria ter empregos melhores. Só que na prática nada disso vem ocorrendo.

    Hoje em dia há muito a cultura de ter ensino superior. Todo mundo quer se sentir melhor do que os outros. Falando sério, já vivemos no mercado de diplomas há algum tempo. Talvez por isso TI valorize tanto certificações, ainda que também exista um mercado de certificações. Quem ganha com tudo isso são as faculdades e empresas que oferecem treinamentos.

    Meu grande questionamento é que para muitas profissões você não precisa ter uma faculdade. Inclusive, mesmo mexendo em TI, você não precisa de uma faculdade para aprender a programar. E mesmo engenharia no meu caso, não é necessário ter uma faculdade para ser criativo, para ser auto-didata, para correr atrás do que você quer fazer. Muito do que se aprende na faculdade nunca usaremos.

    No Brasil criou-se essa cultura das siglas, dos diplomas, das pequenas letrinhas que indicam que você esteve numa sala de aula. O que eu conheço de gente que se formou engenheiro e só colava, gente que não sabe escrever direito. Ok, isso tudo é uma discussão para aquele podcast sobre educação, mas que influencia no Mercado de Trabalho.

    Ao longo dos tempos, profissionais competentes e experientes, foram substituídos por jovens com faculdade e sem nenhuma experiência. O que aconteceu? Empresas começaram a ter problemas e passaram a exigir diplomas e experiência. E você que nunca trabalhou e não tem dinheiro para uma faculdade (o que não é uma desculpa, já que existe PROUNI), está ferrado para conseguir entrar no mercado.

    Bem, agora eu vou ouvir o programa. Talvez até comente mais algo depois. Talvez tenha coisas que eu não tenha lembrado agora e comente depois. Mas se eu não comentar não fiquem chateados! 😉

    Abraços marujos!

  3. Danilo Luiz disse:

    Acabei de ouvir o Piratacast! Legal que vocês nem tinham abordado nada que comentei, fica para o Papo Pirata, para ouvir a opinião de vocês.

    Referente às entrevistas de emprego, por um lado concordo com vocês que elas estão mais diretas, por outro lado, quando a gente passa algum período desempregado, chega uma hora que você fica de saco cheio de testes e testes e mais testes.

    Apesar de ter trabalho de janeiro até maio deste ano, ainda não me recuperei do ano passado e estou sem paciência para processos longos e para fazer milhares de testes.

    Quando você já está trabalhando, acho até interessante fazer uma provinha de inglês, raciocínio, etc, de vez em quando. Agora quando se está desempregado e já fez mais de 5 testes, você começa a ficar desanimado.

    Outra coisa que não falei é sobre o inglês, inclusive nem vocês. Acho uma palhaçada a exigência de inglês FLUENTE em tudo quanto é vaga. Fui um pouco exagerado, na verdade, hoje o mínimo é o Avançado. Muita gente mal usa o português, aliás, cada vez maltratam o português, quiçá escrever em inglês.

    Um dos empregos que tive e que fiquei por pouco tempo foi um que não falaram o valor do salário. Até hoje foi a prova de raciocínio mais foda que já fiz. Além do combo de redação e teste de inglês. No final das contas acabei aceitando o emprego ganhando 3 vezes menos, fiquei super insatisfeito e fui mandado embora depois do período de experiência. O inglês só era necessário para ler os manuais dos programas que a gente iria usar, no dia-a-dia não tinha que trocar emails com pessoas de fora e muito menos falar em inglês.

    O emprego que tive no começo deste ano foi outro caso de insatisfação salarial. Depois de mais um hiato sem trabalho, tive que aceitar o salário que eles colocaram. Eu já havia baixado muito a minha pretensão que a cada mês diminuia 100 reais. Pedi um tanto, achei que tinham aceitado, passei na entrevista, quando cheguei lá com a carteira e para assinar os papéis falaram que era outro tanto. Aí eu até tentei argumentar que não era o que eu tinha proposto. Mas aí jogaram na cara: é pegar ou largar. Bem, depois de 6 meses desempregado, não tive muita escolha.

    Pois bem, aí encontrei a vaga da última empresa que trabalhei. No mesmo dia fiz a entrevista, pedi demissão desta outra que me deu um salário abaixo do esperado, peguei baixa da carteira, levei na nova empresa e no dia seguinte já fiz exame médico. Foi bem rápido. E novamente caí no golpe do salário. O trabalho até era legal, tinha minha própria sala, trabalhava com o que gostava, ia de ônibus sentado para o trabalho, levava só 1 hora para ir e voltar (para São Paulo isso é pouco). Porém o combinado era que ia ganhar salário mínimo nos três primeiros meses e depois teria meu salário ACERTADO. Final das contas recebi um aumento de 200 reais no final do segundo mês por bom desempenho e aí quando completou 3 meses fui questionar sobre o salário. A desculpa foi que já havia recebido aumento e que só daqui a 3 meses iria ter o salário que estava ganhando na empresa anterior. Depois dessa, eu desanimei totalmente, disseram que fecharam um acordo com uma empresa e que meu chefe não teria tempo para a área de desenvolvimento que eu estava. E como só tinha eu, acharam melhor me liberar para outros empregos.

    Fazem duas semanas que estou em casa e não tenho coragem de olhar as vagas. Ou pedem coisas que eu não sei. Ou oferecem um salário muito abaixo do que o esperado pelo o que eu sei. Não tenho mais paciência para os processos longos que oferecem trainee, logo mais vou completar 1 ano e meio de formado e aí não vou mais poder tentar uma vaga trainee. Não tenho mais paciência para fazer testes de raciocínio, inglês, fazer mais de duas entrevistas. Complicado esse mercado de trabalho maravilhoso do Brasil.

    Gastei mais de 10 mil reais só com cursos em 2012, foi toda rescisão que recebi da empresa boa que trabalhei entre abril/2009 e janeiro/2012. Estou em um desânimo total. Não fiz engenharia para receber os salários que têm sido oferecidos. Não fiz uma porrada de cursos, tirei certificações e nem estudei a vida toda para receber os salários que têm sido oferecidos.

    Abraços marujos.

    PS: Muito provavelmente vou pedir para apagar este comentário depois.

  4. Pietro disse:

    O que esse cara escreveu, vou esperar pra ver o que eles comentam!kkkkk

  5. .
    .
    Aqui quanto maior o tamanho, maior o prazer de ler. hehehe
    .
    .

  6. Fernando Minotto (@fminotto) disse:

    Boa noite Piratas,

    Primeiro um breve histórico :

    Trabalho desde os 12 anos, comecei como entregador de flores, trabalhei na lanchonete da minha familia, fiz serviço de banco para minha tia. Tirei minha carteira de trabalho aos 14 anos, mesmo ano que ela foi assinada, na oportunidade fui continuo de um posto de combustivel. Depois disso fui ajudande em uma clinica veterinária. Trabalhei no depto de expedição de documentos da prefeitura de Palotina, minha cidade natal e após iniciar a faculdade comecei nessa vida que levo até hoje. Comecei como formatador de computador, comecei a aprender a programação e em 2000 fui contratado como programador de computador onde fazia analise, desenvolvimento, suporte, cafezinho e faxina. Passei alguns anos nesta empresa até que a vida, essa ordinária (cc @papodegordo) me fez mudar para o MT, Sapezal mais precisamente. Fui trabalhar em um provedor de internet onde fazia manutenção e instalação em antenas de rádio frequencia. Depois de 1 ano e meio nessa vida de trepador em torre resolvi empreender e passei a prestar serviços de forma autônoma. Com isso passei a atender uma empresa do ramo do agronegócio e acabei sendo contratado como programador novamente, função à qual pouco desempenhei pois passei a assumir outras tarefas como manutenção em antenas de rádio frequencia, denovo, e outras tarefas relacionadas a infraestrutura. Dai passei por uma softwarehouse onde finalmente codifiquei, voltei para a empresa do agronegocio, fui para outra softwarehouse e finalmente me mudei para Goiania. Bom, este é um resumo breve de minha vida profissional. Sou Bacharel em Sistemas de Informação, atualmente faço uma MBA em Liderança e Gestão empresarial. Tudo haver certo. Com certeza, passei minha vida no operacional e certo dia acordei e pensei, quero ser um gestor, o que preciso fazer para isso. Cheguei na empresa e procurei o RH que me entregou o manual do PCS (Plano de cargos e salários) e procurei a função de coordenador e foi ai que ví a necessidade de uma especialização. Falei com meu gestor e iniciei o MBA. Três meses depois fui promovido a Coordenador do Desenvolvimento. Ou seja, a oportunidade existia, mas não havia ninguem habilitado para ela. Claro que breve experiencia ajudou, e meu carisma também.

    Na questão do estagiário este é oferecido para áreas operacionais da empresa. Já o trainee é uma vaga para jovens executivos em formação ou formados a até 3 anos que passam a ter um tutor na empresa e pode ter duração de 3 a 5 anos. Ou seja, trainee é uma função executiva ou de gerencia e estagio é uma função operacional.

    Foram comentados diversos valores durante o papo. Acho complicado se afirmar valores para as respectivas áreas pois cada profissão tem um valor específico. Isso pode iludir os jovens profissionais. Hoje mesmo tivemos um caso de um candidato que pelos conhecimentos técnicos se enquadra no máximo como pleno pedindo salário de sênior. Outro fator salarial é a região do pais. A tabela para desenvolvedores aqui no Goias é uma e em São Paulo é outra.

    Para completar, para quem não sabe o que é o SAP ele é somente o maior e mais antigo ERP (Enterprise Resource Planning / Sistemas Integrados de Gestão Empresarial) do mercado internacional que foi fundado em 1972.

    No mais é isso ai. Obrigado pelo cast.

  7. e disse:

    Fala galera! Muito bom episódio. Realmente temos muito o que falar desse asunto já que na minha área, Analista de Sistemas, encontramos muito od que foi falado como consultorias que só querem saber de te explorar, entrevistas feitas por pessoas que não tme a mais vaga idéia do que voce faz, processos seletivos enormes que acabam em uma proposta de salário absurda e é lógico as perguntas prontas de RH que tem fase de modinha onde voce passa por várias e ouve a mesma coisa e que vão evoluindo, ou regredindo, com o tempo.
    Sou deficiente visual, trabalho a 5 anos na mesma empresa desde que fiquei cego, mas acompanho meus amigos na busca de um emprego e digo que para nós deficientes o mercado está cada dia maios dificil e ter qualificações, mesmo que voce não veja muito valor nos cursos que faz, é sim um diferencial.
    A lei de quotas criada para garantir um número mínimo de vagasdedicado a deficientes é muito abrangente e acaba gerando injustiças. Por que vou contratar um cego se posso contratar alguem com baixa visão? Pra que adaptar a empresa para uma cadeira de rodas se posso contratsr alguem que se movimenta bem com muletas?
    Aproveito para dar os parabens pelo cast que é muito bom e tem me divertido bastante.
    Abraços
    Alexandre

  8. netuh disse:

    O feed bugou de novo… =(

  9. Tudisco disse:

    Ola Piratas, vim aqui pra dar o meu depoimento, sou designer a 13 anos e nos ultimos anos tenho me especializado em UX Design (Usuer Experience), mas antes desse grande periodo na area eu já fui chapeiro em padaria e auxiliar de tecnico em eletrica e comunicações no periodo em que meu pai atuava bastante como autonomo, tenho a sorte (pela competencia eu acho…rs) de nunca ter ficado mais do que 6 meses desempregado, o maior periodo que fiquei foi por opção, estava ainda fazendo a faculdade e decidi sair do trampo para me dedicar exclusivamente aos estudos.

    Já trabalhei por muito tempo como CLT e por contratação como autonomo, via contrato de prestação de serviço, nunca trabalhei como PJ, que é algo que tenho evitado devido aos gastos, coisa rara na minha area é não ser PJ, meus ultimos empregos foram em consultorias, onde um determinado projeto era estabelecido e havia a necessidade de alocação no cliente, eu prefiro trabalhar internamente nas empresas fazendo a identidade visual, marketing e social média, porem é um grande desafio fazer interfaces e esse desafio me motiva a trabalhar com isso, por trabalhar em uma area mto especifica na area de tecnologia nunca fui na empresa o carinha do computador, mas fora do ambiente de trabalho sempre escuto coisas como “faz um cartãozinho de visitas pra mim”, “é só um logozinho” e variações disso, meu pai chegou ao ponto de me perguntar se não existe uma forma de eu abrir mais o meu leque de opções para trabalho, o detalhe é que na area de design a unica coisa que eu não fiz foi pintura de avião… rs

    enfim, vou ficando por aqui pra não ter mais um comentario hercúleo pra vcs lerem…rs

    • Tudisco disse:

      esqueci um detalhe, comecei a trabalhar com 14 anos com meu pai, depois fui para a padaria trabalhar como chapeiro e voltei a trabalhar com meu pai até concluir meu primeiro curso de web-design, depois disso nunca mais sai da area

  10. Victor Domiciano disse:

    Esse tema se encaixou perfeitamente o que venho passando nesses últimos meses. Começo a história:

    Minha familia num teria condições pra pagar a mensalidade e nunca tinha trabalhado antes por diversos problemas com depressão o que me obrigou a sair do ensino médio. Depois de 4 anos parado num sei como tive forças pra seguir adiante – com 19 anos fiz supletivo pelo difamado por muitos Telecurso 2000 (que é mantido pelo Sesi e os professores ganhando pouco e dando de tudo pra ajudar a todos, eles só passam as fitas daqueles episodios na TV pois é obrigatorio pois quase toda a aula é ensino normal).

    Sempre fui um aluno nerd desde o ensino fundamental, mas se não fosse o incentivo dos professores num teria tentado a USP e o ENEM. Sem cursinho e nada fui pra segunda fase do vestibular pra Física, mas aí o preparo pesou e num consegui a vaga. Mas felizmente consegui a bolsa do ProUni pra Analise de Sistemas na Uninove em 2008 com 20 anos.

    Bem, mesmo com a faculdade que consegui as chances pra emprego mesmo assim eram pequenas – sem experiência em nada só restava procurar por estágio – que consegui numa escola de cursos de informatica, mas indiretamente ligada a minha área. Entrei com atendimento telefonico ativo (que liga oferecendo cursos) ganhando R$400,00 por mês (que só me sustentava nos estudos pois tinha bolsa integral). Fui me dando bem na empresa graças ao conhecimento técnico que absorvia nas aulas e nos cursos que fazia dentro da escola, o que me garantia ótimos atendimentos. Pelo meu desempenho consegui 3 promoções de cargo e em 2 anos ganhava cerca de R$2.500,00 média por mês por 6 horas por dia.

    Mas a medida que ia acabando a faculdade me sentia frustrado, mesmo com a area comercial me ajudando bastante com minha timidez, por não estar atuando na área que me qualifiquei. Em 2011 já tinha concluido a graduação e diversos cursos de programação no curriculo, só que o mercado de trabalho exigia experiência e muitas vezes um salario menos da metade do que ganhava – o que inviabilizava a mudança.

    Também por um misto de acomodação pela situação e de não me dar bem em um novo emprego fiquei na empresa. Pra não ficar parado comecei a pós graduação em Business Intelligence – por ser ligada a banco de dados, que era minha materia preferida na faculdade. Mesmo assim não consegui nada, pois ainda faltava a bendita experiência na área.

    Infelizmente a area de vendas tem seus altos e baixos e como estava acumulando diversas coisas na minha vida – curso, vendas baixas, mudança na politica da empresa, frustração de num atuar na área e familiares – as minhas vendas foram caindo (também o salario).

    Em novembro do ano passado disse pra mim mesmo um basta!: com 25 anos se num fizesse nada ficaria num ramo que num gostava o resto de minha vida. Num queria isso pra mim, queria partir pra area tecnica que tanto batalhei pra conseguir.

    Mudei tudo: refiz meu orçamento, assinei a Catho e fui me preparando pra entrevistas. Finalmente em Março me chamaram pra ocupar uma vaga na minha área de analista de BI – com salario de R$1800,00 era abaixo do que ganhava, mas conto com o ganho de experiência pra poder alçar novos vôos.

    Lógico que toda mudança geram impactos na vida: pedi demissão mesmo com 4 anos de carteira assinada, o novo emprego é mais longe que o antigo emprego e é em periodo integral. Mas penso que tudo isso valerá a pena pois estou pensando no ganho que terei no futuro, já planejando em usar parte de minhas economias pra fazer um curso de certificação em Oracle.

    Quando escrevo esta mensagem farão 2 meses que estou na nova empresa – apanhando em muitas coisas que são novas e que na faculdade é perfeito na teoria e totalmente diferente na prática.

    Definitivamente entrar na área que você quer é a coisa mais dificil, pois mesmo eu com graduação e pós graduação completa, diversos cursos mas sem experiência enfrentei essa dificuldade.

  11. Ian R. disse:

    E realmente muito complicado. Antes de sair do Rio passei por muitas entrevistas e vi que as pessoas se sujeitam a ganhar menos por causa da necessidade.
    Vi pessoas com 6, 7, 8 anos (e ate mais que isso) de experiência concorrendo a vagas de auxiliar. Pessoas que além de experiência, com ensino superior. Ficava muito chateado pois obviamente o empresario vai pegar quem tem mais experiência. E principalmente porque raríssimas vezes ligavam para falar que a vaga já tinha sido preenchida.
    Depois que vim para o interior achando que seria diferente quebrei a cara. Aqui também as empresas querem quem tem experiência, mesmo em cargos de auxiliar de qualquer coisa que seja.
    É complicado a cidade tem vagas, muitas vagas. Porem os empresários não estão interessados em dar chance de aprendizagem, pois sempre tem gente com experiência mudando de empresa.
    Abri um M E I tem um ano (mais ou menos). Ainda não tenho bala na agulha para contratar alguém. Mas apesar de querer pensar diferente. Quando puder contratar alguém, provavelmente também darei preferência para quem tiver mais experiência. Ou para quem melhor se adequar depois de um teste. E muito complicado. Enquanto existir pessoas desesperadas os grandes empresários sempre vão explorar o máximo possível. Tira-se pelos caixas de supermercado do Rio que ganhavam (não seis e continua assim) uns trocadinhos a cima do salário mínimo. Onde já se viu pagar a uma pessoa que tem responsabilidade com dinheiro e de atendimento um salário miserável na minha opinião. Pessoas que muitas vezes vem passar na sua mão 1000, 2000, 3000, 5000, em dias de muito movimento ate mais que isso, por DIA. Por isso se vê tão poucos caixas bem humorados e com bom atendimento. A pessoa esta ali para não passar fome, para não roubar, para não traficar drogas. Pois tem uma educação de honestidade. Esse é só um exemplo. Posso citar mais um, nossos amados professores, onde já se viu pagar a miséria que eles ganham, para educarem o futuro de nosso pais?? Isso tudo porque?? Porque sempre tem alguém desesperado (normalmente muitos ate) por um bom motivo e esse alguém não quer ganhar dinheiro de forma contra as leis, que se sujeita a ganhar um salário de quase fome.

  12. Pedro Ramires disse:

    bom dia marujada, tenho 25 anos e sou professor de informática já faz 2 anos, já passei por várias entrevistas de emprego antes de me sossegar nesse, uma vez quando tinha 16, estava fazendo o técnico e apareceu uma vaga para trabalhar como bibliotecário de uma escola próxima a onde estudava, resolvi fazer o teste só por experiência, saber como seria uma entrevista, ela começou como os padrões citados no podcast até que chegou na pergunta bomba: “Se um aluno lhe faltasse com respeito, agredindo-lhe verbalmente ou tomando atitudes impróprias na biblioteca como quebrar cadeiras ou roubar livros, o que você faria?” essa pergunta era tão óbvia a resposta e me senti tão mal pois já tinha respondido outras que só servem para puxar o saco do entrevistador/empresa que apelei, falei que não sou cachorro pra aguentar satisfação de criança e ficar quieto e muito menos toleraria atitudes violentas no ambiente de trabalho, o entrevistador arregalou o olho e perguntou: “você sairia no tapa se ele fizesse isso?”, claro que sim – respondi (sentindo uma enorme felicidade em responder essa, kkk) e por fim obviamente a vaga não foi minha, sai de lá satisfeito pois não queria trabalhar em um lugar onde tivesse de me sujeitar a ser assim e como só era uma experiência para mim ótimo.
    Agora complementando a parte dos estágios, estágio é bom sim, gostei de fazer e aprendi muito nos que fiz, mas teve um onde tinha de fazer por causa da faculdade e me aceitaram em uma empresa de manutenção de computadores, essa eu me arrependo, ganhava mal, era o primeiro a chegar e ultimo a sair por 3 longos meses, fazia o serviço interno – onde os clientes deixavam na loja os aparelhos – e o externo onde pegava o carro da empresa e ia resolver, fiz um ótimo trabalho e achava que a empresa ficaria comigo pois na região que moro é difícil encontrar emprego no setor de informática e grana na época pra arriscar em cidade grande não tinha, estava confiante, no meu ultimo dia lá fui chamado pelo chefe e fui informado que não precisaria mais de ir no outro dia, perguntei o motivo e ele falou: “o nosso funcionário que estava machucado já recebeu alta e não vamos mais precisar do seu apoio”, aquilo lá foi a morte vi o quanto fui usado, passou um tempo e me chamaram pois o funcionário deles tinha se demitido mas não quis a vaga e agora sei o quanto tem empresas que contratam estagiários por pagar pouco e depois os descartam.

    Espero ter ajudado nas informações, até o próximo…

  13. Salve piratas!

    Bom, bom mesmo é não ter que trabalhar, mas escolher trabalhar! hehehe

    O meu primeiro emprego foi aos 14 anos em uma video locadora, coisa qye os mais novos não fazem idéia do que seja! Depois disso vieram outros bicos, inclusive uma tentativa de terminar uma faculdade de direito, mas aí veio a deficiência e atrapalhou alguns planos.

    Como sempre estive as voltas com a informática, apenas adaptei as coisas e hoje presto consultoria em tecnologia assistiva e produtos Apple, especificamente IOS.

    Parabéns por mais um cast show de bola!

  14. Zero_Sharer disse:

    Fala Piratas, tudo bom?

    Eu tenho passado por processos de entrevistas para estágio e tenho algumas experiências para compartilhar, além de histórias de ex-colegas de faculdade e outros. Em uma das minhas últimas entrevistas eu fui até São Paulo para fazer uma etapa que envolvia um teste de lógica e outro de excel. Fui bem no teste de lógica, era do mesmo nível que a maioria desses testes é, porém na hora de fazer o teste com o excel, este continha uma planilha com mais de 5k itens, com nome, preço, data de promoção de venda, parcelas e eu teria que configurar um relatório que mostrava os valores médios para as categorias de itens e outras que simplesmente estava muito além dos meus conhecimentos e do que eu supunha que pediriam em um simples teste.Fiquei passando vergonha na sala, onde trabalhava o pessoal da informática, pois travei e fiz quase nada. Ainda dei umas desculpinhas para o entrevistador do RH explicando o fracasso, enquanto ele me olhava com uma cara de frustração, sem disfarçar. No fim nem fui chamado.
    Outra história que lembro é de um colega meu que disse em uma entrevista que falava o idioma espanhol em nível intermediário e o entrevistador resolveu conversar com ele em espanhol. Novamente alguém passou vergonha, rsrs, pois ele talvez só tivesse aprendido o básico.
    Já outro colega meu que não sabia falar um “Guten Tag” em alemão mentiu sobre seu nível de conhecimento e adivinhem, foi contratado pela empresa. Depois ele me contou que alguns meses após iniciar o trabalho ele entrou em um curso de alemão.
    Outra história com o colega do idioma espanhol é que ele tinha chegado à última etapa do processo seletivo, que era a entrevista com um dos gestores. Ele não foi o primeiro a fazer a entrevista, mas quando chegou a vez dele, o gestor ficou perguntando para ele se ele gostava de futebol e ficaram discutindo sobre o assunto, no fim o figura nem perguntou para ele sobre suas aptidões. Novamente, ele não foi chamado para a vaga.
    Bem, se houver outras histórias vou escrever mais.
    Até!

  15. Ednaldo disse:

    Muito foda o Cast ainda mais eu tendo solicitado o assunto à pouco tempo, obrigado. Achei muito proveitoso o assunto, tenho certeza que ajudou muita gente com suas dicas. à 6 meses fui fazer uma entrevista e tinha várias dessas perguntas prontas e eu já tinha as repsostas prontas também, só que tentei não cair no usual e acho que surpreendi pela resposta nonsense, vou dar um exemplo: a entrevistadora me perguntou qual era meu defeito e respondi “Meu maior defeito é não gostar de gente que faz fofoca, eles fazem suas panelhinhas, ficam falando da vida dos outros e eu por não me juntar com esse tipo de pessoa acabo isolado e isso acaba sendo um grande defeito. Não que eu um dia vá aceitar isso é que tenho que aprender a conviver com isso”. Esse foi meu argumento na época, isso é sim verdade, não curto muito fofoca mas não considero um defeito, claro exagerei demais e consegui o emprego que estou até hoje.
    Não gosto desse tipo de pergunta que requer respostas também prontas, pois nos força a ficar gravando respostas pra se sair bem, também não gosto de dinâmica pois sou tímido, por isso acho que nunca particioei de nenhuma.
    Tinha uma pergunta que ouvi falar que era a seguinte: “Se você fosse um entrevistador e tivessem 2 candidatos, um negro e um presidiário, qual você escolheria para o cargo?”, o que vocês acham piratas? claro que já devem saber a resposta mas é um tipo de pegadinha cuja única intenção é te testar.
    Abraços piratas!!!

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      .
      “Se você fosse um entrevistador e tivessem 2 candidatos, um negro e um presidiário, qual você escolheria para o cargo?”

      Então… Não entendi muito bem onde essa pergunta quer chegar mas responderei da forma que eu faria…

      Contrataria a princípio o negro se ele fosse qualificado para o cargo, dispensando questões raciais de cara, afinal isso não importa. O presidiário não teria como contratar porque ele não é “ex-presidiário”, então ainda estaria cumprindo a sua pena… Caso ele viesse a sair por “bom comportamento” ou porque já “pagou sua dívida com a sociedade”, sendo qualificado para o cargo e (sendo o mais sincero possível) o seu crime não tivesse sido nada como estupro, homicídio qualificado ou algum outro crime hediondo, poderia dar uma oportunidade para o sujeito…
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      .

      • Ednaldo disse:

        Me expressei mal Jabour na verdade é ex-presidiário mesmo e não presidiário e a resposta correta é: “Contrataria o que mais se enquadra à vaga”, (como você sitou), eles fazem esse tipo de pergunta para ver se as pessoas tem alguma discriminação ou se demoram pra pensar em uma saída válida na entrevista ou dinâmica de grupo. Mas claro como você disse, na vida real dificilmente alguém contrataria um estuprador, assassino, ou alguém que cometeu algum delito tão grave quanto os descritos.

  16. Parangaricutirimirruarodasilva disse:

    Esse podcast tá porreta mesmo, lembro uma vez que fui fazer entrevista e me perguntaram porque eu queria o emprego ai eu falei que era porque eu precisava comer e não tinha trabalho, ai fez uma cara feia e parece não gostou, ai também me perguntaram qual hobby eu tinha ai falei que gostava de ler livros, menti lógico, ai falaram pra eu falar sobre o último livro, fudeu, não sabia nem lembrava nenhum, ah, me perguntaram também se tinha namorada e oque gostava de fazer nos fins de semana pra divertir, ai falei que gostava de passear no parque, ai perdi o emprego por isso mas não sei porque me perguntaram tanta coisa sem sentido se era de emprego. Eles perguntam sobre vida pessoal e pouca coisa de emprego mesmo, parece que gostam de testar. falou

  17. aLx disse:

    Excelente programa, como sempre, flibusteiros!
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    Neste tempo de caça ao emprego, acho mais importante ter uma boa e influente NETWORK do que um bom currículo.
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    Acho que hoje em dia QI emprega mais do que CV.
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    Concordo com o que disse o Cleverson, na área gráfica currículo não importa muito.
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    Talvez em agência portfolio seja mais importante, mas aqui onde trabalho, que é produção gráfica na veia, o teste que fazemos é passar um abacaxi pro cara e ver como ele trabalha.
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    Em tempo, os trabalhos que já passamos em carácter de teste jamais foram usados posteriormente.
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    Abraços.
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    aLx

  18. Marcelo Henrique Ecker disse:

    Excelente programa. Não acompanhava o podcast de vocês e por gostar bastante do assunto e me interessar por podcast, escutei o anterior e acabei arrematando com este último. Só tenho uma coisa a dizer, virei um admirador e continuarei a acompanhar os seus trabalhos.

    Particularmente sobre esse episódio, além de um momento pessoal propício(estou me mudando para fazer faculdade e terei que arrumar um emprego), destaco outros pontos que gostei bastante: a presença do Boris Depre que sabe muito sobre o tema e de quem sou um ouvinte ocasional, contar as experiências pessoais de cada participante e também as dicas de respostas para entrevista de emprego, já que as perguntas na pauta são muito frequentes e carregam segundas intenções que não seriam percebidas por pessoas sem experiência.

    Abraços galera,
    Marcelo Ecker

  19. Leonardo Godinho disse:

    Estive ouvindo o cast sobre profissão e, ao ouvir sobre entrevista, lembrei de coisas que já presenciei…
    Meu nome é Leonardo, moro em Macaé – RJ, tenho 35 anos. Trabalho em empresa terceirizada dentro da Petrobras há mais de 13 anos.
    Em um certo momento, fui preposto e participava de contratação de pessoas que iria compor minha equipe. Quando precisava de alguém, ao ver os currículos, evitava os com fotos, pois nunca achei legal isso e sempre temos o interesse em querer aquela loirinha linda na equipe, mesmo que o perfil não se encaixasse. Por isso, nem via as fotos ou evitava esses currículos. Recebia uns com fotos que pareciam ser tirados do Orkut, coisa muito feia, até com colar de carnaval e até foto em que foi recortada e nota-se que havia alguém do lado.
    Nas entrevistas, pedíamos uma redação e aí entrava uma coisa MUITO feia: Escrever usando acrônimos. Eu trabalho diariamente mandando email para diversos tipos de pessoas, desde um técnico a um gerente e jamais posso usar esse tipo de escrita informal. Já nos acostumamos tanto a escrever assim em MSN, Face da vida que na hora que precisamos realmente escrever correto, pecamos.
    Uma dica que eu dou é: Caso esteja em uma entrevista coletiva, se o entrevistador pedir que alguém conte sobre si, sem indicar, seja o primeiro ou o segundo. Dificilmente quem é o último é contratado, pois demonstra insegurança. Seja verdadeiro. Evite falar coisas muito pessoais, brincadeiras na entrevista – pareça despojado, mas não brincalhão, pois no ambiente de trabalho isso é ruim.

    É isso. Abraço e valeu pelo ótimo podcast.

  20. Ânderson Cardoso disse:

    Olá sou novo por aqui, só vindo avisar(se é que importa) este ep. que pelo feed no iphone não baixa nem a pau, tem mais eps que não vão mas este como fiquei curioso pelo tema apelei pro site.


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