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[Moview] – Karatê Kid

31 / ago / 2010
Cleverson


Não é qualquer filme que resiste ao tempo, isso é um fato. Além disso, mesmo os que resistem têm de sofrer com um forçado abandono visto que, mesmo sendo bom, é melhor deixá-lo na memória. Assim é Karatê Kid (1984) pra mim.

Como a maioria das crianças, na minha infância de Sessão da Tarde, o que prendia minha atenção no filme eram as fugas da turminha da pesada, as brigas, os golpes. Você queria saber lutar daquele jeito, poder dar o golpe da garça e ser o maioral da escola.

É difícil encontrar alguma criança que tenha aprendido ou, ao menos, prestado atenção nos ensinamentos do Sr. Myagi. E cá entre nós: Pat Morita não era carismático, muito menos com crianças.

Quando você é grande, quando consegue absorver e adquirir conhecimento com aqueles ensinamentos, já não é mais tempo de assistir o filme. Ele já chegou no status de “é bom mas deve ficar na memória”.

Aqui, mesmo fora de contexto, eu destaco a minha opinião sobre o papel desempenhado por Pat Morita: ele foi um ícone para a nossa geração, ele marcou aquele papel e a recíproca é verdadeira mas, verdade seja dita, hoje ele seria ninguém.

Para nós, as “pessoas grandes”, o mestre de Karatê Kid será para sempre o Sr. Miyagi e, consequentemente, o Sr. Miyagi será para sempre Pat Morita mas isso só é assim porque o filme marcou época, marcou a geração – independente do filme ser bom ou não (e não estou dizendo que não seja). O ponto chave é: o filme com o propósito que foi feito, hoje, não é nada. E é aí que Karatê Kid (2010) faz a diferença.

Muitas pessoas não param parar pensar se há ou não diferença entre remake, refilmagem e releitura. O que elas fazem é o menos trabalhoso: atiram pedra sem saber. O que eu vejo acontecer com Karatê Kid é idêntico aquilo que vejo acontecer com Star Wars. Explico.

Karatê Kid, ambos, veio com o intuito de manter vivo nos cinemas as artes marciais na sua forma mais simples, pura, formal e, junto com isso, nos trazer exemplos de aprendizado, determinação e superação. O original conseguiu tudo isso com o seu público, na sua época e por um longo tempo depois disso e é isso que o filme de 2010 vai fazer.

Não importa se a história ou o roteiro foi mudado, se o nome dos personagens mudou e se os golpes mudaram. Karatê Kid, na sua essência, está todo ali e, assim como o primeiro filme fez conosco, este marcará a geração de hoje e continuará levando ensinamentos ao público por muito tempo depois dele.

E sobre Star Wars? É isso…

Não importa se a trilogia atual teve um roteiro fraco e/ou atuações horríveis. O que importa é que o magnífico universo criado por George Lucas foi passado para várias outras gerações e as marcou, assim como aconteceu conosco e a trilogia clássica. Se ele – o público – vai entender ou não, se vai ir atrás dos filmes antigos e gostar ou não, cabe só a ele decidir. Nos dois casos. O importante não é mostrar a obra idêntica nos seus mínimos detalhes mas sim mostrar o quão magnífica ela pode ser. O que acontecer depois disso é conseqüência ou, como diria outrora um grande sábio da nova geração, é progresso.

Quanto ao roteiro e as atuações do filme novo? Bom, cabe a você ir assistir e descobrir por si só mas eu lhe garanto que se fosse ruim, não estaria aqui defendendo.

———

PS: Em algum ponto alguém criticou o fato do filme chamar-se Kung Fu Kid, diferente do original. No andar da carruagem o nome mudou mas, caso alguém insiste em bater mediocremente nessa tecla, aqui vai:

Kung Fu é um sistema de artes marciais. Karatê é apenas uma das diversas modalidades que compõem o Kung Fu. Então, você dizer que sabe Kung Fu ou que sabe Karatê, em uma visão ampla, da no mesmo. É como dizer simplesmente que sabe dirigir ou dizer que dirige um tipo de carro específico. Das duas formas a pessoa que receber a informação vai, inconscientemente, interpretar que você sabe dirigir.

🙂

———

A sessão desse filme foi uma cortesia do Portal Nossa Joinville e do GNC Cinemas – Joinville.

Categoria(s): Moview

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