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[Moview] – Amor sem Escalas

18 / fev / 2010
Cleverson


Desde quando Amor sem Escalas foi anunciado eu já me programei para assistir. Primeiro não fui por causa de Avatar, depois veio o buraco do Sherlock Holmes e a rolha de situação do Lula e, no final, fiquei adiando esperando ter companhia. Enfim que, depois de todo esse tempo, fui assistir antes que saisse de cartaz já que só restavam mais 2 sessões. E que surpresa.

Acredito que o único “erro” ou a única coisa “ruim” no filme seja a tradução do nome. Amor sem Escalas não transparece em nada o que te aguarda naquela película. Não, não é um filme de romance, não é aguinha com açúcar pra você rir com a namorada e sairem felizes da sala por estarem juntos e etc. É um filme da realidade. Realidade da vida de muita gente.

Ryan (George Clooney) é funcionário de uma empresa que empresta seus contratados para outras empresas que esperam que eles façam o trabalho sujo de demitir os funcionarios no lugar dos chefes. Isso é tudo que você precisa saber. Mesmo.

Nas suas viagens Ryan conhece Alex (Vera Farmiga), uma versão dele próprio só que com saias. Ele começa a se envolver com ela mas tudo em um nível “diversão” afinal só se encontram durante as conexões de voos.

Acompanhando o “relacionamento” com Alex, você passa a maioria do filme vendo Ryan e sua designada pupila, Natalie (Anna Kendrick), viajando pra lá e pra cá demitindo pessoas. Você assiste os aeroportos e, curiosamente, fica esperando ansioso a hora que eles vão parar de trabalhar e pegar outro avião.

No desenrolar do filme você vai conhecendo Ryan e começa a entender a sua filosofia de vida. Ele pensa que devemos nos livrar de tudo que nos prende, que carregamos, coisas que acabam nos deixando devagar e devemos seguir em frente focando somente nos objetivos.

Nessas coisas dispensáveis entra de tudo, desde casa e carro até pessoas e esse é o estilo de vida dele: um lobo solitário com uma visão distorcida da realidade.

O seu convívio quase que diario com Alex, Natalie e seus desconhecidos demitidos vai fazendo, pouco a pouco, com que ele enxergue toda a vida que sempre o cercou, todos os relacionamentos que fizeram e fazem parte da vida dele – ele querendo e/ou sabendo ou não – e como a sua filosofia de vida o privou de tudo isso, fazendo com que ele acabasse sozinho.

Como relacionamento eu não digo somente amorosos mas todos possíveis, desde os familiarea até aqueles que surgem em uma conversa de 5 minutos com o estranho da banca de jornal. O simples ato de se relacionar com as pessoas.

Em grande parte do filme você se diverte conhecendo todos os personagens e acaba rindo de várias piadinhas boas mas, conforme a história vai indo para o final, o sentimento de depressão é inevitável. É muito claro, para qualquer pessoa que assista o filme, como as coisas poderiam dar certo, como deram errado e onde ele deveria ter tomado atitudes. O problema é que nada acontece como “todos sabem” e essa é a grande sacada.

Apesar de ser um filme excelente ele conclui-se como um filme triste. Triste por ser extremamente verdadeiro.

Esse, assim como poucos já produzidos, é um filme que te faz pensar na vida, nas suas atitudes e nas pessoas que te cercam, em como você deveria ter sido e em como ser daqui em diante. A diferença é que ele te faz pensar estando certo.

Eu disse muita coisa e não disse nada. Saí dala sala do cinema com tantas coisas na cabeça, querendo contar tanto que tudo que posso dizer é que não há nada a dizer sobre o filme. Só vivência-lo vai deixar claro a experiência que é.

SEM DÚVIDA ALGUMA, o melhor filme de 2009.

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Categoria(s): Moview

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