Adolescente é um bicho muito estranho. Suas atitudes são tomadas sem razão; seus objetivos não são claros, mas quando existentes, são movidos por hormônios; querem direitos de adultos, e deveres de crianças.
Pois é, naquele dia de outubro o adolescente Guilherme dormia tranquilamente em seu quarto durante a noite. Ao fundo, era possível ouvir alguns barulhos vindos de alguns poucos carros. Naquela data, Guilherme tinha 15 anos e 10 meses. Ele tinha cabelos longos, lisos e pretos como a asa da graúna (finja que não reconhece esta frase). Sua pele era clara e seus olhos eram castanhos. Ele era alto e magro, nenhum dos dois em exagero.
Rola pra cá, rola pra lá (ui!), Guilherme havia se incomodado com algo, provavelmente em seu sonho, mas em poucos segundos, já voltava a dormir tranquilamente.
A porta do quarto foi aberta, de fora do quarto surge o pai de Guilherme, Seu Ronaldão. Ele era um homem largo de cabelos grisalhos, com uma cara no meio de um bigode. Estava de calça e chinelos, e segurava uma xícara cheia de café na mão.
Seu Ronaldão aproximou-se de Guilherme e o sacudiu algumas vezes, conseguindo, com êxito, acordá-lo. Guilherme levantou-se enquanto tirava as remelas, um pouco espantado. Seu Ronaldão largou um singelo “bom dia“ com sua voz suave de caminhoneiro. Um tanto desorientado, Guilherme pegou sua toalha e a farda, e se dirigiu ao banheiro para tomar seu banho matinal. Ah sim, quando eu disse que era de noite, eu tava mentindo.
Após o banho, Guilherme se vestiu, lanchou e escovou os dentes. Em seguida arrumou seu material escolar, e se dirigiu ao elevador. Quando ele chegou, seu irmão, Tobias, garoto de dez anos, semelhante a Guilherme, só que mais baixo e com cabelos curtos (mas também pretos como a asa da graúna); sua mãe, dona Sílvia, mulher com aspecto jovial, tinha cabelos longos, lisos e pretos como a asa da graúna, pele morena clara, tinha baixa estatura, usava um par de óculos e roupa de enfermeira; e seu Ronaldão, com sua blusa social, calça e sapato; esperavam por um dos dois elevadores da torre, sendo que o outro estava quebrado.
A família morava num pequeno apartamento no grande (em tamanho, e apenas em tamanho) condomínio Paisagem. Eram sete apartamentos por andar, quinze andares, cinco torres. O nome do condomínio era quase uma ironia, contando que ele ficava entre uma rua movimentada, alguns bares e um terreno baldio. Paisagem estava em decadência há algum tempo, mas pelo menos o condomínio tinha dois elevadores por prédio, o que não é algo tão bom quando geralmente um está quebrado, e este era o caso. O elevador demorou mais ou menos o dobro do tempo que você demorou a ler a descrição do prédio para chegar. A família residia 1002 A, ou seja, décimo andar e torre A.
A família entrou no elevador vazio. Seu Ronaldão apertou o botão “S1” que dava no subsolo. Minto, num dos três subsolos. Enquanto o elevador descia, os membros (no bom sentido) da família se entreolhavam. Guilherme olhou para o relógio: Eram 07 horas e 05 minutos. Guilherme suspirou. Nesta data, seria realizado o trabalho de física, que consistia numa prova de cinco questões; e quem não comparecesse na data receberia zero, a menos que comprovasse a falta com atestado médico, e problemas com elevador não dão atestado médico. Atestado médico, atestado médico, atestado médico.
O elevador parou no oitavo andar. Entrou uma senhora que devia ter uns 50 anos. Tinha um topete loiro, era alta, bem alta. Ela entrou, deu bom dia à família toda, que revidou a investida de uma forma menos educada.
O elevador parou no sétimo andar. Entrou um jovem adulto. Tinha muitas marcas da adolescência, pele escura, assim como o cabelo e olhos, mas não era negro, antes fosse. Entrou dando um bom dia com a voz meio rouca enquanto coçava os olhos. Ao que parece pediu para apertar o botão “S2”, ato feito pela senhora, que encostava seu popozão, digo, traseiro fedido em cima de alguns botões, que por sorte estavam quebrados.
O elevador parou no quinto andar. Dessa vez havia uma família inteira. Uma família feliz, e você não sabe como eu odeio famílias felizes, atestado médico. Eram uma mãe, um pai e uma filha pequena e outra grande, ou parecia ser. Provida de elevado grau de conhecimento algébrico, a mulher que parecia ser a mãe deduziu que, se o elevador só suportava oito pessoas, e se havia seis pessoas dentro do mesmo naquele momento, não caberiam mais quatro pessoas. Então ela jogou um sorriso amarelo e soltou a porta. Então o negro, digo, o quase negro, tem um estalo e sugere que “entre, que cabe”. A mulher explica como tirou sua conclusão, e como funcionava matemática simples. Apesar disso, o negro, digo, quase negro, sugere que entre uma parte. Idéia adotada pela mulher, ao que parece, já que ela entrou junto de sua suposta filha mais velha. Bem, o elevador já estava cheio.
O elevador parou no quarto andar. Um velho gordo abriu a porta, e ao ver que não cabia mais ninguém, a fechou. Graças a deus, ele fedia.
O elevador parou no segundo andar. Uma moça jovem e bonita abriu a porta, e assim como o velho (ui), percebeu que não cabia mais ninguém. Porém, antes dela fechar a porta do elevador, o negro, digo, quase negro, diz que ela pode entrar, e mesmo que ela relutasse, ele insistiu bastante.
Bem, não deu outra. O elevador passou pelo S1, S2, S3, e caiu. Bem, o tempo que o suporte levou para dar um jeito na situação foi uns 20 minutos. Daí a família subiu as escadas correndo, para chegar ao carro o mais rápido possível.
Bem, no trânsito da cidade, você sabe como é: Um pedinte veio pedir uns trocados. Ora bolas, era isso que ele fazia para viver. Seu Ronaldão jamais entregaria nada a um pedinte. Quando o sinal abriu, o pedinte arremessou um pirulito, que colidiu no vidro do carro, causando efeito desprezível; O que foi suficiente para Ronaldão se distrair, bater com o carro num poste, e Tobias peidar.
Continua.
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Ficou faltando uma parte do texto ou termina no peido do Tobias?
que coisa né..
hehehe
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Na verdade eu tb achei que o texto estava incompleto… Talvez tenha outra parte ou tenhamos um gênio incompreendido na equipe… HEHE.
.
O certo é que ele me avisou que os textos deles são meio bizarros, não sei até que ponto…
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[...] This post was mentioned on Twitter by Isabela Cabral, AnDré ZuiL. AnDré ZuiL said: RT @piratacast Novo post no BauPirata.com : Adolescente é um bicho muito estranho – http://uiop.me/vN3 [...]
Bom, tenho dois comentários:
1 –
e
2 – WTF?
Não entendi
Bom, tenho dois comentários:
1 –
e
2 – WTF?
[2]
WOW!
Bom, tenho dois comentários:
1 –
e
2 – WTF?
[3]
Foi um adolescente que escreveu né?
HAHAHAA
não esperava ler esse conto no BaúPirata
mas eu gostei bastante
É , Jabour (mais conhecido pela alcunha de Maycon)… o cara é incompreendido? Não me diga… por que será?
O Piratacast sempre inovando!
(não é querendo ser chato, até porque me diverti com essa história aí – apesar de, ao final ter pensado “quero meus 7 minutos de volta” – , mas caberia uma revisão no texto, não? algumas pontuações seriam bem vindas… senão corre o risco do cabra ser incompreendido…)
abraços.
(aguradamos, curiosíssimos, o final da história. hahaha)
Eu avisei…
Sim, este termina no peido do Tobias. Por pior que possa parecer, tem continuação.
Interessante,mas como o Ricardo falou precisa de revisão.Achei bem engraçado,em certas partes,rsrs.
Bom eu gostei, na parte de pontuação não posso falar nada porque também não sou um grande fã de redigir textos, ou seja, minha pontuação e e todo o resto dos meus textos são desprezíveis.
mais apesar de não gostar de escrever textos, eu amo ler e como já disse eu gostei muito, agora não sei se o Hob é um grande leitor de historias, mas se for poderia fazer alguns contos voltados a antiga piratarias, e para quem gosta de ler eu indico as crônicas saxônicas de Bernard Cornwell.
abras, e Hob mesmo sendo incompreendido continue escrevendo que depois que você morrer, tudo pode fazer sentido, ou não (plagio).
Não sei qual era o objetivo disso, mas foi um exercício de whatever de proporções épicas…
Bom um grande mérito o cara tem: o post maluco dele tem mais comentários que o meu texto no Papo de Gordo! hahahaha
Sobre a pontuação, este é na verdade um conto baseado no modernismo, não sei se perceberam.
Bem.. erh..
É um texto legal ^^… mas eu poderia estar quase na metade de um episodio de Fairy Tail.. mas tudo bem ;D
O jovem que redigiu é uma boa pessoa =]… mtu criativo..