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Adolescentes são estranhos [Parte 01]

17 / nov / 2009
Convidado Pirata


Adolescente é um bicho muito estranho. Suas atitudes são tomadas sem razão; seus objetivos não são claros, mas quando existentes, são movidos por hormônios; querem direitos de adultos, e deveres de crianças.

Pois é, naquele dia de outubro o adolescente Guilherme dormia tranquilamente em seu quarto durante a noite. Ao fundo, era possível ouvir alguns barulhos vindos de alguns poucos carros. Naquela data, Guilherme tinha 15 anos e 10 meses. Ele tinha cabelos longos, lisos e pretos como a asa da graúna (finja que não reconhece esta frase). Sua pele era clara e seus olhos eram castanhos. Ele era alto e magro, nenhum dos dois em exagero.
Rola pra cá, rola pra lá (ui!), Guilherme havia se incomodado com algo, provavelmente em seu sonho, mas em poucos segundos, já voltava a dormir tranquilamente.
A porta do quarto foi aberta, de fora do quarto surge o pai de Guilherme, Seu Ronaldão. Ele era um homem largo de cabelos grisalhos, com uma cara no meio de um bigode. Estava de calça e chinelos, e segurava uma xícara cheia de café na mão.
Seu Ronaldão aproximou-se de Guilherme e o sacudiu algumas vezes, conseguindo, com êxito, acordá-lo. Guilherme levantou-se enquanto tirava as remelas, um pouco espantado. Seu Ronaldão largou um singelo “bom dia“ com sua voz suave de caminhoneiro. Um tanto desorientado, Guilherme pegou sua toalha e a farda, e se dirigiu ao banheiro para tomar seu banho matinal. Ah sim, quando eu disse que era de noite, eu tava mentindo.

Após o banho, Guilherme se vestiu, lanchou e escovou os dentes. Em seguida arrumou seu material escolar, e se dirigiu ao elevador. Quando ele chegou, seu irmão, Tobias, garoto de dez anos, semelhante a Guilherme, só que mais baixo e com cabelos curtos (mas também pretos como a asa da graúna); sua mãe, dona Sílvia, mulher com aspecto jovial, tinha cabelos longos, lisos e pretos como a asa da graúna, pele morena clara, tinha baixa estatura, usava um par de óculos e roupa de enfermeira; e seu Ronaldão, com sua blusa social, calça e sapato; esperavam por um dos dois elevadores da torre, sendo que o outro estava quebrado.
A família morava num pequeno apartamento no grande (em tamanho, e apenas em tamanho) condomínio Paisagem. Eram sete apartamentos por andar, quinze andares, cinco torres. O nome do condomínio era quase uma ironia, contando que ele ficava entre uma rua movimentada, alguns bares e um terreno baldio. Paisagem estava em decadência há algum tempo, mas pelo menos o condomínio tinha dois elevadores por prédio, o que não é algo tão bom quando geralmente um está quebrado, e este era o caso. O elevador demorou mais ou menos o dobro do tempo que você demorou a ler a descrição do prédio para chegar. A família residia 1002 A, ou seja, décimo andar e torre A.
A família entrou no elevador vazio. Seu Ronaldão apertou o botão “S1” que dava no subsolo. Minto, num dos três subsolos. Enquanto o elevador descia, os membros (no bom sentido) da família se entreolhavam. Guilherme olhou para o relógio: Eram 07 horas e 05 minutos. Guilherme suspirou. Nesta data, seria realizado o trabalho de física, que consistia numa prova de cinco questões; e quem não comparecesse na data receberia zero, a menos que comprovasse a falta com atestado médico, e problemas com elevador não dão atestado médico. Atestado médico, atestado médico, atestado médico.
O elevador parou no oitavo andar. Entrou uma senhora que devia ter uns 50 anos. Tinha um topete loiro, era alta, bem alta. Ela entrou, deu bom dia à família toda, que revidou a investida de uma forma menos educada.
O elevador parou no sétimo andar. Entrou um jovem adulto. Tinha muitas marcas da adolescência, pele escura, assim como o cabelo e olhos, mas não era negro, antes fosse. Entrou dando um bom dia com a voz meio rouca enquanto coçava os olhos. Ao que parece pediu para apertar o botão “S2”, ato feito pela senhora, que encostava seu popozão, digo, traseiro fedido em cima de alguns botões, que por sorte estavam quebrados.
O elevador parou no quinto andar. Dessa vez havia uma família inteira. Uma família feliz, e você não sabe como eu odeio famílias felizes, atestado médico. Eram uma mãe, um pai e uma filha pequena e outra grande, ou parecia ser. Provida de elevado grau de conhecimento algébrico, a mulher que parecia ser a mãe deduziu que, se o elevador só suportava oito pessoas, e se havia seis pessoas dentro do mesmo naquele momento, não caberiam mais quatro pessoas. Então ela jogou um sorriso amarelo e soltou a porta. Então o negro, digo, o quase negro, tem um estalo e sugere que “entre, que cabe”. A mulher explica como tirou sua conclusão, e como funcionava matemática simples. Apesar disso, o negro, digo, quase negro, sugere que entre uma parte. Idéia adotada pela mulher, ao que parece, já que ela entrou junto de sua suposta filha mais velha. Bem, o elevador já estava cheio.
O elevador parou no quarto andar. Um velho gordo abriu a porta, e ao ver que não cabia mais ninguém, a fechou. Graças a deus, ele fedia.
O elevador parou no segundo andar. Uma moça jovem e bonita abriu a porta, e assim como o velho (ui), percebeu que não cabia mais ninguém. Porém, antes dela fechar a porta do elevador, o negro, digo, quase negro, diz que ela pode entrar, e mesmo que ela relutasse, ele insistiu bastante.
Bem, não deu outra. O elevador passou pelo S1, S2, S3, e caiu. Bem, o tempo que o suporte levou para dar um jeito na situação foi uns 20 minutos. Daí a família subiu as escadas correndo, para chegar ao carro o mais rápido possível.
Bem, no trânsito da cidade, você sabe como é: Um pedinte veio pedir uns trocados. Ora bolas, era isso que ele fazia para viver. Seu Ronaldão jamais entregaria nada a um pedinte. Quando o sinal abriu, o pedinte arremessou um pirulito, que colidiu no vidro do carro, causando efeito desprezível; O que foi suficiente para Ronaldão se distrair, bater com o carro num poste, e Tobias peidar.

Continua.

Categoria(s): Motim

17 marujos comentaram até agora...

  1. Felipe disse:

    Ficou faltando uma parte do texto ou termina no peido do Tobias?

  2. .
    .
    Na verdade eu tb achei que o texto estava incompleto… Talvez tenha outra parte ou tenhamos um gênio incompreendido na equipe… HEHE.
    .
    O certo é que ele me avisou que os textos deles são meio bizarros, não sei até que ponto…
    .
    .

  3. […] This post was mentioned on Twitter by Isabela Cabral, AnDré ZuiL. AnDré ZuiL said: RT @piratacast Novo post no BauPirata.com : Adolescente é um bicho muito estranho – http://uiop.me/vN3 […]

  4. Ricardo Ferro disse:

    Bom, tenho dois comentários:

    1 – 😐

    e

    2 – WTF?

  5. Chiriko disse:

    Não entendi

  6. Bom, tenho dois comentários:
    1 –
    e
    2 – WTF?

    [2]

  7. Roni Gomes disse:

    WOW!
    Bom, tenho dois comentários:
    1 –
    e
    2 – WTF?
    [3]

    Foi um adolescente que escreveu né?

  8. diegodene disse:

    HAHAHAA
    não esperava ler esse conto no BaúPirata

    mas eu gostei bastante

  9. Ricardo Ferro disse:

    É , Jabour (mais conhecido pela alcunha de Maycon)… o cara é incompreendido? Não me diga… por que será?
    😀
    O Piratacast sempre inovando!

    (não é querendo ser chato, até porque me diverti com essa história aí – apesar de, ao final ter pensado “quero meus 7 minutos de volta” – , mas caberia uma revisão no texto, não? algumas pontuações seriam bem vindas… senão corre o risco do cabra ser incompreendido…)

    abraços.

    (aguradamos, curiosíssimos, o final da história. hahaha)

  10. Hob disse:

    Eu avisei…

    Sim, este termina no peido do Tobias. Por pior que possa parecer, tem continuação.

  11. Seu Salinga disse:

    Interessante,mas como o Ricardo falou precisa de revisão.Achei bem engraçado,em certas partes,rsrs.

  12. Daniel_Cazelli 19ano disse:

    Bom eu gostei, na parte de pontuação não posso falar nada porque também não sou um grande fã de redigir textos, ou seja, minha pontuação e e todo o resto dos meus textos são desprezíveis.
    mais apesar de não gostar de escrever textos, eu amo ler e como já disse eu gostei muito, agora não sei se o Hob é um grande leitor de historias, mas se for poderia fazer alguns contos voltados a antiga piratarias, e para quem gosta de ler eu indico as crônicas saxônicas de Bernard Cornwell.

    abras, e Hob mesmo sendo incompreendido continue escrevendo que depois que você morrer, tudo pode fazer sentido, ou não (plagio).

  13. Jackson disse:

    Não sei qual era o objetivo disso, mas foi um exercício de whatever de proporções épicas…

  14. Ricardo Ferro disse:

    Bom um grande mérito o cara tem: o post maluco dele tem mais comentários que o meu texto no Papo de Gordo! hahahaha

  15. Turd Ferguson disse:

    Sobre a pontuação, este é na verdade um conto baseado no modernismo, não sei se perceberam.

  16. Bem.. erh..
    É um texto legal ^^… mas eu poderia estar quase na metade de um episodio de Fairy Tail.. mas tudo bem ;D
    O jovem que redigiu é uma boa pessoa =]… mtu criativo..


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