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Olá senhores,

Hoje darei seqüência ao assunto sobre o pensamento econômico, falando das primeiras escolas econômicas, e o contexto do surgimento dos clássicos.

Voltando novamente às raízes, nos nossos antepassados homens das cavernas. Uma de suas primeiras e principais necessidades era a alimentação, e no início, sua vida se resumia a sair de dia pra caçar carne e colher frutos, trazer comida pra casa se tivesse companheira, comer e então dormir à noite. Logo, o homem percebeu que, fora a carne, ele poderia manusear a terra para obter esses alimentos mais facilmente, e dessa idéia surgiu a agricultura.

Da agricultura surgiram várias outras dúvidas que levaram a algumas conclusões, como segue:
• Essa área plantada renderia mais do que ele precisava comer, o que faço com essa sobra (excedente)?
• Os outros homens também vão plantar, e também devem ter excedentes..
• Poderiam então trocar esse excedente entre si..
• Outra coisa se plantassem apenas uma cultura ao invés de várias, eles conseguiriam produzir mais, acumular mais, “trocar” mais…
Assim surge a necessidade de trabalhar esse excedente econômico, com intenção de sempre fazê-lo render mais a cada estágio.

Nesse contexto de economia praticamente agrícola, sem expansão da indústria, é que nasceu o pensamento dos Fisiocratas, que consideravam o comércio apenas como sistema de distribuição desses produtos, e a pequena indústria apenas como artesãos que faziam pequenas modificações. A verdadeira riqueza viria somente do cultivo da terra, é ela que faria uma semente gerar um alimento, sem calcular o estrondoso aumento de produtividade que os meios de produção e tecnologia trariam.

Continuando nossa linha histórica, chegamos num estágio em que outras necessidades também surgem. A acumulação de mercadorias agrícolas em algum momento começou a incomodar. O sistema de escambo, troca de mercadoria por mercadoria, já não era mais prático. Dessa forma que surgiu o uso da moeda, não necessariamente metais, moeda em termos econômicos é o meio comum pelo qual se trocavam mercadoria. Muitos produtos foram usados antes do metal para essa troca, o termo salário inclusive é derivado da época em que se usava sal como moeda.

Não querendo entrar muito no ramo da Economia Monetária, que é outra discussão, o importante é que foi padronizada a cunhagem de metais como moeda. Nesse estágio, a sociedade já esta organizada em reinos monarcas. Esses então, começam a focar seus interesses na acumulação dessa riqueza através de metais preciosos, pois agora quem os tivesse também teria a riqueza, e logicamente, poder. Então, surge a próxima doutrina econômica que é o Mercantilismo.

Focado no comércio de mercadorias, na acumulação de riqueza através de metais preciosos, os reinos iam ganhando força. Todos buscavam vender o máximo possível de mercadoria em troca de moeda, mas fator torto da questão é que para um país vender, ou seja, exportar, ele precisa que outro compre, mas o porém é que todos buscavam vender e não comprar. Essa situação paradoxal gerou muitos conflitos pois as nações inflavam seus egos com pensamentos nacionalistas, necessidade de regimes ditadores e tributadores da população, acarretando em guerras e movimentos expansionistas na época.

E a partir desses problemas que surgiram os pensamentos dos autores clássicos, a estagnação do modelo mercantilista, a necessidade de um crescimento interno da riqueza da nação pra que não necessitasse exclusivamente de comércio externo, e preocupações com distribuição de renda e situação social da população.

Os principais autores, Adam Smith, Thomas Malthus e David Ricardo serão mostrados detalhadamente em cada post, o importante é entender o pouco (ou o muito) que o pensamento econômico tinha desenvolvido até a época, e o que era necessário que se mudasse. Junto a isso, começavam a surgir os pensamentos iluministas na Europa, e uma emergente camada social começava a dar as caras, ou seja, as revoluções do século XVIII também chegariam exigindo essas mudanças, mas isso é que tratarei no próximo post.

Como sempre, dúvidas, comentários e observações estão abertas nos comentários.
E não fique perdido, consulte sempre “O Mapa”.

Categoria(s): O Mapa

Um marujo comentou até agora...

  1. Adri disse:

    Este tema está muito relacionado a uma disciplina que cursei durante a minha formação acadêmica no curso de História chamada História da Idéias Políticas e Econômicas.

    Ressalto a menção a Adam Smith(1723-1790), considerado o pai da economia política pois, através dele a economia surge como ciência.

    Em cada era da história a economia se desenvolveu de acordo com a evolução do pensamento e das condições de sobrevivência do homem em sociedade.
    As correntes filosóficas de Platão e Aristóteles, as teorias ou doutrinas econômicas como o Mercantilismo que, alguns livros decrevem, os acontecimentos históricos como a Revolução Industrial e a evolução do pensamento com o surgimento da Escola Fisiocrata e posteriomente com o Liberalismo, a Corrente Estruturalista e tantos outros fatores que poderiam ser citados contribuiram para a evolução da economia, enquanto ciência e o quanto ela está associada ao dia-a-dia de todas as pessoas.
    Texto sucinto, didático e com linguagem acessível.
    Valeu.


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