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Olá senhores,

Continuaremos hoje nossa saga no especial “Como investir na bolsa de valores?

No post anterior, [O Mapa] Investindo na Bolsa de Valores – Como começar?, comecei a explicar como funciona pra começar a operar, como fazer simulações, e terminei dando algumas dicas para escolher a sua corretora.

Agora, com a conta na corretora, você faz o seu depósito inicial, que pode ser de qualquer valor (algumas corretoras podem exigir um valor mínimo), mas é interessante não ser um valor muito pequeno, pois só pra abrir essa conta na corretora você deve ter gastado uns R$ 30, e se fechou uma corretagem por valor fixo, vamos usar R$ 5 por exemplo, a proporção desses custos na hora das compras/vendas de ações vai ser muito grande em operações pequenas.

DúvidaMas, e agora, o que exatamente eu vou comprar e vender, em outras palavras, o que são as ações?

Quem se interessa pelo assunto já deve ter ouvido falar o que já quase virou jargão: “Ação é um pedacinho da empresa que ela coloca em negociação na bolsa”, o que não está errado, mas também não está completo. Ações são divisões do capital social e do patrimônio de uma empresa, em suma, todo o seu valor em determinada data, na qual foi feita a “abertura de capital”.

Conhecido também no mercado financeiro como IPO (Initial Public Offering), a abertura de capital é quando uma empresa decide “vender” seu patrimônio em grande quantidade de partes, criando assim uma infinidade de sócios. Todo o dinheiro da compra desses papéis iniciais, vão para a empresa, que geralmente reinveste em projetos em busca de melhores resultados. Dessa forma, a empresa progride, seus donos ficam mais ricos, e se a empresa vale mais, as suas ações valem mais, então seus milhares de sócios também ficam felizes.

Mas, logicamente, que isso não ocorre de maneira assim tão simples. Desses milhares de novos “sócios” que compraram as ações, a maioria avassaladora está atrás apenas de especulação, não querem saber se a empresa vai progredir ou não, querem é comprar uma ação a R$ X e vender a R$ X + xxxx, e de preferência, no menor tempo possível. E essa especulação, está sujeita a volátilidades enormes, reagindo à qualquer notícia em relação à empresa, seja positiva ou negativa. Mesmo com sua cara de vilã, a especulação não chega ser algo ruim, é na verdade uma busca de aproveitar apenas as oportunidades de maiores ganhos possíveis, e fugir das perdas. As conseqüências desse sistema de multiplicação de riqueza virtual, sem que ela seja transmitada na realidade, já é outra questão que não cabe ser discutida aqui.

Existem também estilos de investimentos, que podemos dividir em 2 grandes estilos:

  • Longo Prazo – É o estilo mais seguro e passivo de operar, investindo em ações de empresas consolidadas, que tendem a crescer (acompanhando uma nação em desenvolvimento, como é o Brasil). Esses investidores não visam vender as suas ações, formando como se fosse uma poupança, alguns visando até a aposentadoria. Dessa forma, mantendo ações com você por algum tempo, também recebe os dividendos, que é parte do lucro da empresa dividido entre os acionistas. Não é um valor muito significativo, mas quanto mais ações tiver, lógicamente, maior é esse valor.
  • Curto Prazo – Nesse caso, o investidor busca as melhores oportunidades para comprar ações para especulação, ou seja, ele acredita que aquela ação poderá subir, por algum motivo, então à compra, e vende quando for oportuno, tirando assim um ganho. Essa é a forma mais comum entre os operadores, profissionais ou não, e que exige muito mais conhecimento e técnica. Além disso, tempo é fundamental nessas operações, o mercado é muito dinâmico, e quem ganha mais é quem consegue identificar e realizar mais rápido as operações.

Historicamente, é certo que investimentos, tanto a longo como em curto prazo, geram ótimos ganhos, muito maiores que poupança ou outros investimentos de renda fixa. Por outro lado, mesmo tomando todas as medidas possíveis, não é um investimento seguro, que está sujeito às loucuras do mercado financeiro, como crises, locais ou mundiais (não estou dizendo que não da pra ganhar dinheiro nas crises, ao contrário, muita gente enriquece com as grandes oportunidades que elas proporcionam, mas fica mil vezes mais difícil enxergá-las)

Em suma, investimento a longo prazo é mais voltado pra quem já tem um valor interessante pra deixar investido, ou então um plano de investimento mensal, como depositar um boa quantia por mês e comprá-las em ações. Já investimentos a curto prazo é mais voltado para investidores que gostam de arriscar um pouco, não tem tanto dinheiro pra investir, e contam com tempo e disposição para estudar o assunto.

Observe bem qual pode ser o seu perfil de investidor ao investir, isso economizará bastante tempo, e possíveis decepções. Boas escolhas e estratégias são fundamentais pra quem busca bons resultados no mercado financeiro.

No próximo post eu volto com as dicas mais práticas dos procedimentos na operação de ações, nomenclaturas, procedimentos, e tudo mais. Por enquanto, aconselho a página da corretora Win Trade, na parte “Universidade”, que também funciona como um guia pra quem está iniciando.

Como sempre, qualquer observação, pergunta ou comentário, pode mandar, que se não for respondida no post, é porquê será tratada dentro da coluna.

Até mais, e não fique perdido, consulte “O Mapa”, hehehe.

Categoria(s): O Mapa

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