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Os Caçadores de Sonhos

2 / jul / 2009
Sbriguiliu


Bom dia, boa tarde e boa noite, marujos. Depois de muito tempo consegui postar minha coluna e espero que não dê mais nenhum problema para ela ficar semanal.

Bem… Vamos ao que interessa! Na verdade essa coluna seria sobre quadrinhos de terror, mas esses dias estava mexendo em meu armário de livros e achei um que há muito tempo não via: “Caçadores de Sonhos”. É uma obra de Neil Gaiman e Yoshitaka Amano feita para comemorar os 10 anos de Sandman. Neil Gaiman, como já devem saber (ou não) criou Sandman em 1988 para o selo Vertigo da Editora DC Comics. Suas histórias descrevem a vida de Sonho, o governante do Sonhar (o mundo dos sonhos) e sua interação com o universo, os homens e outras criaturas.

Sonho (que também é conhecido como Morpheus, Sandman, Oneiros, Oniromante e Lorde Moldador, entre outros nomes) é o governante do Sonhar. Ele é um Pérpetuo – Os Perpétuos são manifestações antropomórficas de aspectos comuns a todos os seres vivos: Destino, Desencarnação (ou Morte), Devaneio (ou Sonho), Destruição, Desejo, Desespero e Delírio. Os 7 perpétuos não são deuses, mas sim entidades além, responsáveis pelo ordenamento da realidade conhecida. Só sua existência mantém coesa o universo físico e todos os seres vivos.

Yoshitaka Amano é ilustrador do livro e firmou-se como um dos maiores artistas do Japão. Criou personagens memoráveis (como G-Force e Hutch the HoneyBee) e publicou mais de 17 livros fantásticos ilustrados (como o clássico cult Vampire Hunter D.). Suas ilustrações inovadoras chegaram aos videogames, na série de jogos interativa Final Fantasy. Os caçadores de sonhos é a estréia de Amano nos quadrinhos norte-americanos.

Caçadores de Sonhos era para ser originalmente uma história em quadrinhos, mas quando Gaiman chamou Yoshitaka para desenhar ele disse que embora gostasse de quadrinhos, ele não os desenhava mas adoraria ilustrar o livro. Então Gaiman resolveu quem em vez de contar em quadrinhos ele contaria em prosa.

Este livro é baseado em um conto chamado “A Raposa, o Monge e o Mikado dos Sonhos”, que Gaiman descobriu em suas pesquisas sobre Mitologia Japonesa na época em que iria escrever os dialogos em inglês de “Princesa Mononoke”. E quando pediram para ele escrever alguma coisa para a comemoração de 10 anos de Sandman ele se lembrou dessa história e percebeu o quanto o conto era parecido com a série Sandman.

O livro narra a bela história de um monge budista e de uma raposa com poderes místicos que se apaixona por ele. A trama possui um lirismo singular que encanta os leitores.

As ilustrações são obras a parte… Várias vezes me pego folheando esse livro só para admirá-las. Eu não sou grande fã de Sandman mas essa obra é incontestável, já li e reli várias vezes. Quando a reencontrei essa semana foi uma grande pedida nesses dias frios de chuva.

Ela é meio antiga, mas pode-se encontrar em sebos, e vale à pena mesmo. Com um acabamento impecável são 132 páginas de viagens pelo mundo dos sonhos que deixarão você de queixo caido.

Então ai está minha dica e se der tudo certo (não é speedy?), na próxima coluna falarei um pouco sobre quadrinhos de terror e os filmes que estão passando na SPTerror, que é um festival de filmes fantásticos independentes. Até lá.

Categoria(s): Leitura Pirata

Um marujo comentou até agora...

  1. Livia Ramos disse:

    Interessante, valeu pela dica.
    Deu vontade de ler agora… 🙂
    Eu gosto do Neil Gaiman.
    Vou procurar por aqui.

    xox
    Livia Ramos
    Toronto, CA


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