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Olá senhores,

Na semana passada iniciamos a explicação sobre as falhas de mercado, e vimos que é quando algumas obras, ou algum bem, não é interessante para o setor privado, pois ele não renderá lucros. Também vimos os casos dos bens públicos, que é quando esses produtos não atendem os princípios de rivalidade e exclusão. Mas, existem outras questões que fazem com que uma obra ou um produto não seja atraente às empresas e que não foram abordadas no primeiro post.

Vilfredo ParetoAntes de tudo, vamos voltar numa teoria feita por um sujeito chamado Vilfredo Pareto, no século XIX, que tinha uma idéia, como eu diria, “do mal” sobre o mercado. Resumindo bastante o seu pensamento, ele dizia que o estágio ótimo de mercado, é quando a melhoria na situação de um indivíduo (considerando indivíduo como qualquer agente econômico: pessoa, empresa, governo, nação, etc…) reflete, necessariamente, em prejudicar a situação de outro.  “Nossa, que consideração mais egoísta essa”, você pode pensar, mas é essa condição que garante uma concorrência limpa e, na medida do possível, honesta entre as empresas. Se uma empresa reduz seus preços, pra aumentar as vendas, ela necessariamente estará tirando clientes de outra que não fez essa redução. E é essa condição que chamamos de “Ótimo de Pareto”.

Esse estágio na verdade não é algo que ocorre, é algo que se busca. Seus resultados levariam ao que se chama de Concorrência Perfeita, e novamente não precisaríamos do estado para controlar e regular a economia.

Então, as falhas de mercado também podem ser consideradas como qualquer situação que impeça que se ocorra o Ótimo de Pareto, precisando assim que o governo interfira para regular essa situação. Obviamente, a primeira dessas situações, que já vimos, são os Bens Públicos, as outras situações são as seguintes:Distribuição de Energia

* Monopólios Naturais: É quando uma atividade exige custos muito altos de implantação ou produção, e só renderá se for feita em larga escala, grandes quantidades. Dessa forma, é mais interessante se uma empresa sozinha assumir sozinha a produção desse bem numa região, como por exemplo, a geração e distribuição de energia duma cidade. Ao governo, nesse caso, cabe regular para que os preços cobrados sejam justos e compatíveis à renda da população, ou assumir ela mesma essa atividade

* Externalidades: São quando a ação de um indivíduo afeta Pneus - Denguediretamente ou indiretamente outro agente econômico. Ou seja, quando algo que um terceiro faz, te atrapalha (externalidade negativa) ou beneficia (externalidade positiva). Um fumante, por exemplo, gera externalidade negativa a todos ao seu redor que são obrigados a respirar a fumaça que ele libera, já uma pessoa que limpa a sua casa de focos do mosquito da dengue, gera uma externalidade positiva, pois além de prezar por sua saúde, está prevenindo que seus vizinhos também se adoeçam. Nessa situação, cabe ao governo três medidas: Subsidiar, dar incentivos às externalidades positivas; multar ou cobrar impostos da negativa; ou, regulamentar a situação do geral, para que ela fique no patamar ideal.

* Mercados Incompletos: Quando mesmo um produto oferecer lucro em sua produção, os empresários se interessarem em investir nele, seja por medo de correr riscos, ou por falta de financiamentos. Cabe ao estado coordenar a situação, e disponibilizar recursos para financiamentos dessas áreas quando necessário à população.

* Falhas de Informação: A informação em si pode ser considerada um bem público (não-rival e não-exclusiva), e além disso, é interessante que toda a população tenha informações para decidir como otimizar sua utilidade, e as empresas também necessitam para seus estudos de custos e de mercado. Então, cabe ao estado também garantir que toda a população tenha direito a estes dados.

* Desemprego e inflação: Essas são duas questões importantes, que focalizarei mais quando tratarmos das funções macroeconômicas do estado. E manter a estabilidade dos preços e do emprego são duas das mais importantes.

Ainda existirão N motivos para a existência ou não do governo, deixando de lado questões política e ideológicas, focando apenas nas econômicas, essas são as mais importantes e relevantes. E também, há de se observar, que em muitas vezes elas não acontecem sozinhas, a despoluição do ar de uma cidade, por exemplo, de cara, se vê que é interessante por que traz externalidades positivas, e como todos da cidade têm acesso a esse ar, sem exclusão ou rivalidade, ele também pode ser considerado um bem público.

omapa-5-escolaE deixo vocês com uma questão para se considerar. A educação, como seria classificada? Pelas leis da física, dois corpos não ocupam o mesmo espaço, então não cabem duas crianças estudando na mesma carteira, se uma está estudando, toma o lugar da outra. Qual seria a justificativa econômica por trás da escola pública, então? Com o que passei nesse post de hoje é possível responder, deixe sua opinião nos comentários, que vamos discutir!!

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Categoria(s): O Mapa

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