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[Seriekiller] – Heroes s.1

22 / maio / 2009
Cleverson


Heroes

Heroes, na sua devida época, foi um dos poucos seriados que tinham nele depositadas todas as expectativas dos telespectadores antes mesmo de sua estréia.

A NBC, e aqui no Brasil a Universal Channel, trabalharam incansavelmente em um quase hype pra promover aquela que seria A série que os colocariam em outro patamar.

No “fim” das contas até que eles conseguiram o que queriam, mas não é assim que a história precisa ser contada….

Era uma vez…

O ano era 2006 e as outras séries lideres de audiência, como Lost, House e 24 Horas já haviam chego em seu ápice, restando a eles só a famosa “ladeira a baixo”.

Heroes prometia dar o chute final nesses seriados, trazendo tudo que havia de bom em tudo que já estava sendo exibido, como romance, aventura, sci-fi, suspense, poderes, coisas inexplicáveis e etc. Pelo menos era o que eles nos fizeram acreditar.

A série nasceu em 25 de setembro de 2006 nos EUA, chegando aqui dia 2 de março de 2007.

Na sua primeira temporada (porque volume pra mim é coisa de rádio), Heroes mostraria pessoas normais descobrindo terem super poderes. O gancho parecia bom…

Em toda a primeira terça parte da temporada temos as introdução de todos aqueles que seriam os personagens principais.

Conhecemos:

Heroes

Peter: um enfermeiro (emo e frangote) que acredita que pode voar, entre outras coisas, com duvidas sobre a vida, o universo e tudo mais que ocupa a cabeça de crianças de 12 anos;

Claire: um líder de torcida (tão boring e com tantas duvidas quanto o frangote supracitado) que não pode morrer (e vai entender porque diabos ela passa a temporada inteira reclamando disso. Muito melhor do que derreter panela!);

Noah: o outro modafoca do seriado até então, pai da frangote agitadora de pompom e “agente secreto” perseguidor de todo o elenco, pra resumir a missa;

DL: “assassino” encarceirado, ex da Niki, que atravessa coisas;

Micah: filho de Niki e DL, um Jackson 5 geek que fala com maquinas;

Nathan: o irmão modafoca do frangote que só quer saber de dinheiro, poder, fama e pegar a mulherada (não nessa ordem);

Niki: uma boa mãe stripper que tem uma irmã gêmea morta (viva) dentro do espelho (pelo menos é o que você entende boa parte da temporada);

Parkman: um policial chifrudo que ouve o pensamento dos outros;

Mohinder: professor e cientista que sai da Índia para descobrir o que causou a morte de seu pai, também cientista, nos EUA;

Isaac: um drogado, pintor e desiludido com a namoradinha, que pinta coisas bizarras quando chapado, vindo depois a descobrir que eram previsões (e nem pra pintar um joguinho da Mega Sena);

Hiro e Ando: 2 japas indignados com a vida e o trabalho (um controla o tempo/espaço e o outro atura o primeiro);

Ângela: uma p*** mulher insuportável mãe de Peter e Nathan e por fim, o mais bacana de todos, ele, o vilão, o supra sumo das balinhas da Xuxa, o manda chuva, o Spock…

Sylar: o vilão que chupa cérebros pra roubar poderes (vai dizer que você não pensava que ele fazia isso?), o cara mal utilizado.

Toda a primeira temporada é cheia de altos e baixos e isso torna-se um problema. Você não tem um caminho de roteiro a ser seguido, uma história fixa. A tentativa de fazer o seriado parecer com pequenos contos de uma história em quadrinho foi por água abaixo na falta de roteiristas que soubessem o que estavam fazendo.

A trama de pessoas poderosas, aprendendo a controlar seus poderes, a duvida sobre sua presença na sociedade e etc (que até então estava com um enredo muito bom), deu lugar pra perseguição em massa, por uma empresa hora boa, hora má, e matanças a fio.

Um erro grotesco da produção foi criar um suposto universo ou futuro paralelo, que seria destruído e precisava ser salvo. O problema foi não saber administrar esse futuro paralelo. Nada mudava, tudo mudava, gente morria, gente deixava de morrer, e merda daqui, merda de lá, todo mundo tem poder, ninguém tem mais nada… Foi uma zona total.

Trabalhar com o futuro é coisa de gente grande. Muitos produtores, diretores e roteiristas foram pro ralo porque não souberam usar direito a viagem no tempo. Ou você sabe o que esta fazendo, ou não faça. Ninguém falou isso pro Tim Kring.

Em todo o decorrer da temporada perdemos ótimas chances de termos respostas sobre a trama, que ao contrário do que muitos acham, não tiraria a graça, porque todos que tinham respostas, eram mortos. MORTOS!

Agora eu te pergunto:

Se você quer uma segunda temporada, você precisa de um gancho pra ela. Então porque carajos você mata todo mundo que pode criar esse gancho? Porque?!?!

A série passou por 2 hiatos na sua primeira temporada e logo atrás disso, a greve dos roteiristas. Foi a desculpa perfeita pra justificarem os furos na temporada e foi a deixa pra dar as contas pro roteirista.

Aí foi o erro cabal. Deram as contas pra pessoa errada.

Ao fim da temporada tínhamos um vilão a caminho de ficar super bombadão de poderes e um mocinho logo na sua cola, meio elenco morto, nenhum resposta e um PUTA FINALZINHO INDIGNANTE.

Muita gente que ler esse texto vai achar tudo muito vago ou que eu não suporto a serie. Ledo engano. Escrevi o suficiente pra deixar claro meu ponto de vista do que tirei de “experiência” da primeira temporada e fazer com que o leitor manifeste sua opinião. A idéia da coluna não é resumir a série ou jogar spoiler na cara de quem não tenha assistido.

Apesar de todos os altos e baixos, ainda é a melhor season na minha opinião, e olha que eu fui persistente, acreditei que tudo podia melhorar e assisti até o fim. Anyway…

Falem o que quiserem, mas ninguém estava preparado para o que estava por vir na segunda temporada, mas isso é pano pra outra manga…

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CleversonEu sou o Cleverson e sou mais do que viciado em séries. Achei que tendo TV por Assinatura eu largaria mão de séries pela internet, o que não aconteceu. A mais de 1 ano que não sento na sala pra assistir algo novo ou que ainda não tenho assistido.

Esta coluna sai toda sexta-feira as 19:00 horas. O intuito dela é despertar a curiosidade do leitor pelas séries comentadas, seja por falar muito bem ou seja por falar muito mal. A idéia é assistir pra tirar suas próprias conclusões.

E não esqueçam de comprar pelos nossos links boo-box nas imagens! 🙂
Categoria(s): Seriekiller

6 marujos comentaram até agora...

  1. Valéria Fla disse:

    Ótima sua coluna, Cleverson!
    Você escreve muito bem e foi claro na sua opinião.

    Vou ser sincera…
    Já peguei o piloto de Heroes umas 5 vezes pra ver.
    Apesar do mote da trama, nem o piloto consegue me segurar, o que diria a temporada inteira.

    Não adianta, 24 Horas, Heroes e Smallvile, nem com reza braba!

  2. André Zuil disse:

    Heroes e Drogas, TO FORA!!…. rsrsrs
    Vergolha para os criadores e produtores da série!!
    Vão investir seus ricos US$ em algo melhor por favor!!

  3. Anderson disse:

    Acompanhei pela internet a primeira temporada de Heroes e achava muito fodaça, mas depois daquele fim hiper broxante da primeira temporada desanimei total…
    Pergunta: Niki é uma boa mãe ou uma mãe boa?

  4. Eu gosto de series que nos mantem grudados na telelinha!! Eh uma forma que eu encontro de colocar meu stress para fora. Porque eu fico tao ligada no que esta acontecendo, que acabo por me esquecer dos pequenos problemas que temos no dia a dia. Cada serie tem o seu lado legal, onde aprendemos alguma coisa.

  5. Sempre acompanho essas series loucas da vida. Eh sempre bom ficar ligados um poucos em outras coisas que nos tira da realidade um pouco.

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